
Na crise dos questionamentos sobre a vida, desde a infância ate a adolescência, como uma boa representante do mundo da “Confusolândia”, criei a idéia de que minhas ações eram contrarias ao que eu queria ou achava que queria, por ser na verdade, personagem de sonhos de Gigantes! Absurdo? Pois é, eu criei essa idéia e ate idealizei o Gigante dono dos meus passos. E como Pinóquio, eu desejei vida própria, queria sair de dentro do cérebro do Gigante e seguir com minhas próprias pernas. Foi uma luta difícil para conseguir sair de dentro da cuca do gigante sem ele perceber, e pior, quando percebeu que eu havia fugido de sua fabrica de sonhos, tentou me pegar bruscamente e assim começou minha aventura de correr ate o destino que não sabia qual, mas corria em busca da saída para respirar minhas próprias escolhas. Ilusório tal relato? Sim, obvio que sim, mas quem nunca desejou fugir de suas responsabilidades, de assumir as conseqüências de seus atos?! Essa foi minha válvula de escape. Como uma criança confusa, eu me assegurei no Gigante, me isentando de qualquer falha e assim eu cresci, claro que hoje não acredito que sou personagem de gigante, mas sim que sou o gigante de muitos personagens!
Daniele